Mitologia clássica e biblioterapia nas escolas: a perspectiva do letramento crítico
Resumo
Através da leitura dirigida de histórias da mitologia clássica, pretendemos mostrar como a biblioterapia pode promover o desenvolvimento pessoal dos(as) alunos(as) da Educação Básica nos âmbitos social, afetivo, cognitivo e linguístico-argumentativo. A fim de alcançarmos nosso objetivo, recorreremos à biblioterapia de desenvolvimento cuja premissa básica é a de que a expressão de emoções propiciada pela discussão e interpretação coletivas de textos escritos literários ou não ocasiona o crescimento pessoal e o autoconhecimento dos sujeitos. O processo biblioterapêutico, com efeito, destaca a interação entre aplicadores(as) de biblioterapia, sujeitos e texto como a forma pela qual significados são construídos e negociados no ato da leitura, o que remete à concepção de linguagem do círculo de Bakhtin. Conforme essa teoria, a interação verbal constitui o modo real de funcionamento da língua, implicando no fato de que, na comunicação discursiva, todo enunciado dialoga com enunciados anteriores. Ademais, com base nos postulados bakhtinianos, lançaremos mão do modelo interacional de leitura que concebe a interação entre autor(a), leitor(a) e texto como condição essencial na construção do significado. Esse modelo está em conformidade com a perspectiva crítica do letramento que busca conscientizar os(as) aprendizes de que o discurso não só representa o mundo e as relações sociais, mas os constrói em significado. Nesse sentido, as práticas discursivas são investidas ideologicamente, expressando pontos de vista muitas vezes contraditórios.
Linha de pesquisa
Estudos sobre Práticas Pedagógicas de Letras Clássicas na Educação Básica
Equipe
Profa. dra. Arlete José Mota (UFRJ) (Orientadora)
Elio Marques de Souto Junior (UFRJ)
Zildene Paz de Souza (UFRJ)